APROPRIAÇÃO

DESSACRALIZAÇÃO

Como vimos acima, Stirner condenava o sistema hegeliano por iniciar o desenvolvimento de sua filosofia a partir de uma dimensão do ser que começava, justamente, como nada. Ao invés disso ele supõe como início do desenvolvimento filosófico uma unidade composta de dois termos dos quais o nada é o fator criativo, e esse é o próprio indivíduo.

Continue reading

A DESSACRALIZAÇÃO DA LINGUAGEM

DESSACRALIZAÇÃO

Um estudo do pensamento stirneriano não estaria completo sem uma consideração dos aspectos, explícitos e implícitos, de suas concepções acerca da linguagem e da comunicação bem como de sua prática linguística e comunicativa. A forma assistemática do discurso desenvolvido no Único e sua Propriedade bem como a explicita adesão ao nominalismo presente na Rezensenten são temas que me arrisco a considerar como cruciais para a compreensão da proposta de Max Stirner.

Continue reading

O CORPO E O SER-PRÓPRIO

DESSACRALIZAÇÃO

A narrativa de um desenvolvimento individual mostrou que é na preservação e na fruição do corpo em relação aos desafios do mundo que se radica o movimento que vai dar origem ao espírito: com este o mundo “cai em descrédito” e nos encontramos a nós mesmos em nossa indiferença em relação a ele. Todavia, se por um lado conquistamos através dessa estratégia uma profunda auto-afirmação, por outro lado nos perdemos daquilo que representa o sentido mesmo dessa conquista: a corporeidade, à qual, no menino, sempre está unida o que Stirner chama de “sentido apurado”.

Continue reading

A INDIVIDUALIDADE COMO PROCESSO

DESSACRALIZAÇÃO

Nessa altura, fica patente que a denúncia stirneriana da tentativa hegeliana de dar “corpo ao espírito” visa permitir uma nova compreensão do nexo relacional homemmundo, por um lado, e por outro visa permitir a redescrição de nossas identidades de modo não “gnosiológico”. A primeira meta é atingida através da referida narrativa do desenvolvimento individual a partir da oposição incontornável com entre eu e o não-eu.
A segunda meta, como uma decorrência natural da primeira, inicia-se com a consideração de que o corpo tem em relação a nossa identidade uma associação muito mais estreita que o pensamento discursivo. Pois aquele antecipa esta, que, por sua vez, tem na busca de fruição o seu sentido de ser.

 

Continue reading

A DESTRUIÇÃO DA CASA MAL-ASSOMBRADA ^

DESSACRALIZAÇÃO

Como podemos ver, Stirner descreve o desenvolvimento individual como um movimento permanente de auto-afirmação, busca da fruição, diante do não-eu. Mas esse movimento que teria na criação do espírito apenas um meio, é colocado em xeque quando os pensamentos ou predicados (homem, verdade, nação, estado, etc.) passam a determinar a conduta dos homens, e estes por sua vez passam a esforçar-se para dar a tais pensamentos abstratos um “corpo”, “realidade”, “auto-subsistência”, “objetividade” etc.

Continue reading

A DESTRUIÇÃO DA CASA MAL-ASSOMBRADA

DESSACRALIZAÇÃO

 

 

 

 

 

 

Substituindo a narrativa do desenvolvimento histórico como um movimento de desdobramento do espírito absoluto hegeliano pela idéia de uma progressiva autoafirmação fruitiva em relação ao não-eu, Stirner situa no corpo as expectativas de autorealização que Hegel projetava na razão. Vejamos como ele faz isso.

Continue reading