O OLHAR COMO VIA DE ACESSO PARA O OUTRO

EGOALTER

 

 

 

 

 

Para reconhecer a existência do Outro enquanto outro, sem sair do plano imanente do Cogito é necessário lembrar que não é possível abarcar esse aspecto pela via cognitiva. Não podemos afirmar em momento nenhum que temos consciência de uma existência alheia, pois só podemos ter certeza intencional da nossa.

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EM TORNO DO CONCEITO DE SOLIPSISMO:ABORDAGEM METAFÍSICA

IL SOLIPSISMO

 

 

 

 

 

O solipsismo metafísico, que muito se assemelha ao solipsismo de um modo geral, se caracteriza por apresentar na individualidade do eu, uma abordagem que nega a existência real de todas as coisas do mundo exterior, por ter a possibilidade de se apresentarem enquanto enganadoras ou falsas, deixando o eu reduzido à própria existência da consciência.

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CONSEQÜÊNCIAS DO OLHAR

EGOALTER

 

 

 

 

 

A aparição do Olhar, não obstante o seu papel petrificador, não tem uma conseqüência negativa no sentido de deixar imobilizada a consciência. Muito pelo contrário, é o caminho pelo qual ela se libera do solipsismo a que a conduz sua pura dimensão de ser-Para-si.

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A NOÇÃO DE OLHAR

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

 

Examinando com maior atenção a experiência de “ser olhado”, Sartre revela que agora a consciência, em seu estado pré-reflexivo, por primeira vez se percebe como um objeto, como um ser-Em-si entre os outros objetos do mundo. E é neste exato instante que a mesma consciência irrefletida percebe o Outro como um sujeito, cuja existência se torna tão indubitável como a de si próprio.

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O ESCOAMENTO INTERIOR

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

 

A aparição desse homem no meu universo tem o caráter de uma fuga e de uma desintegração. Mesmo que seja apenas provável que o outro esteja vendo as coisas do meu espaço, isso já significa que as coisas do mundo devem estar relacionadas com ele também. A estátua, o castanheiro, o gramado, etc., se reagrupam em relação a esse novo observador. Dou-me conta que todos os objetos que povoam meu universo me escapam e escoam em direção a ele.

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A EXISTÊNCIA DO OUTRO

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

 

Sartre busca, então, um modo pelo qual o Outro se nos apresente como sujeito com a marca da evidência irrefutável. Ele acredita encontrar este meio na experiência do olhar, pela qual a consciência percebe-se como objeto da atenção do outro, que o petrifica com a sua presença. Dita vivência não é cognitiva, pois aborda uma modalidade da presença do Outro que não é objetiva nem, portanto, meramente provável.

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O OBSTÁCULO DO SOLIPSISMO

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

 

Para esclarecer melhor o problema é necessário precisar o conceito de solipsismo em Sartre. A respeito desta noção, ele distingue dois tipos:

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O SER-PARA-OUTRO

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

Neste ponto, Sartre parte de um postulado fundamental de sua análise fenomeno-ontológica: “o Para-si remete ao Para-outro.” (SN, p. 291). Trata-se da minha própria realidade humana experimentada numa nova dimensão, diante duma testemunha capaz de compreender-me de maneira diferente.

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O SER-PARA-SI

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

 

Especial importância reveste esse ponto, que diz relação direta com a realidade humana e com a consciência, que é o ambiente original no qual se desenvolve o Cogito, ponto de partida de todo filosofar. Por isso, Sartre inicia este capítulo afirmando mais uma vez que “é necessário voltar ao terreno do cogito pré-reflexivo.”.

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