CONSEQÜÊNCIAS DO OLHAR

EGOALTER

 

 

 

 

 

A aparição do Olhar, não obstante o seu papel petrificador, não tem uma conseqüência negativa no sentido de deixar imobilizada a consciência. Muito pelo contrário, é o caminho pelo qual ela se libera do solipsismo a que a conduz sua pura dimensão de ser-Para-si.

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A NOÇÃO DE OLHAR

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

 

Examinando com maior atenção a experiência de “ser olhado”, Sartre revela que agora a consciência, em seu estado pré-reflexivo, por primeira vez se percebe como um objeto, como um ser-Em-si entre os outros objetos do mundo. E é neste exato instante que a mesma consciência irrefletida percebe o Outro como um sujeito, cuja existência se torna tão indubitável como a de si próprio.

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O ESCOAMENTO INTERIOR

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

 

A aparição desse homem no meu universo tem o caráter de uma fuga e de uma desintegração. Mesmo que seja apenas provável que o outro esteja vendo as coisas do meu espaço, isso já significa que as coisas do mundo devem estar relacionadas com ele também. A estátua, o castanheiro, o gramado, etc., se reagrupam em relação a esse novo observador. Dou-me conta que todos os objetos que povoam meu universo me escapam e escoam em direção a ele.

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A EXISTÊNCIA DO OUTRO

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

 

Sartre busca, então, um modo pelo qual o Outro se nos apresente como sujeito com a marca da evidência irrefutável. Ele acredita encontrar este meio na experiência do olhar, pela qual a consciência percebe-se como objeto da atenção do outro, que o petrifica com a sua presença. Dita vivência não é cognitiva, pois aborda uma modalidade da presença do Outro que não é objetiva nem, portanto, meramente provável.

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O OBSTÁCULO DO SOLIPSISMO

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

 

Para esclarecer melhor o problema é necessário precisar o conceito de solipsismo em Sartre. A respeito desta noção, ele distingue dois tipos:

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O SER-PARA-OUTRO

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

Neste ponto, Sartre parte de um postulado fundamental de sua análise fenomeno-ontológica: “o Para-si remete ao Para-outro.” (SN, p. 291). Trata-se da minha própria realidade humana experimentada numa nova dimensão, diante duma testemunha capaz de compreender-me de maneira diferente.

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SARTRE VS NIETZSCHE

 SARTREVSNIETZSCHE

 

 

 

 

 

 

 

Although Sartre and Nietzsche have been grouped together as atheistic existentialists, the idea that there are significant parallels between them is by no means common. While Sartre has frequently been portrayed as a derivative and syncretic thinker, it is the ideas of Descartes, Hegel, Husserl, and Heidegger which he discusses, develops, and criticizes in Being and Nothingness.

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O SER-PARA-SI

O SER-PARA-SI

 

 

 

 

 

 

Especial importância reveste esse ponto, que diz relação direta com a realidade humana e com a consciência, que é o ambiente original no qual se desenvolve o Cogito, ponto de partida de todo filosofar. Por isso, Sartre inicia este capítulo afirmando mais uma vez que “é necessário voltar ao terreno do cogito pré-reflexivo.”.

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O PROBLEMA DO NADA

NADA

 

 

 

 

Sartre percebe que o problema que enfrenta é semelhante ao de Descartes, que se perguntava pela relação da alma com o corpo, como se fossem duas regiões diferentes do ser. Na verdade, tanto a consciência como o fenômeno, enquanto ser-Em-si, tomados em forma isolada, são incapazes de existir isoladamente.

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O COGITO COMO PONTO DE PARTIDA

SOLIPSIST

 

 

 

 

 

 

 

O obstáculo do solipsismo parece presidir, na descrição histórico-conceitual de Sartre, muitas posições filosóficas a partir de Descartes. Para ele, é um fato inquestionável que a evidência intuitiva fornecida pelo Cogito se refere imediatamente à própria existência, mas tal certeza faz-se problemática em relação a se existe ou não outra consciência além da minha.

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